www.sobape.com.br Nº 42 | OUTUBRO | NOVEMBRO | DEZEMBRO 2007

Jornada de Infectologia Pediátrica reuniu especialistas em Salvador

Jornada contou com especialistas de outros estados do país
A importância do aleitamento materno está entre os temas

O panorama das doenças infecciosas na Bahia esteve entre os assuntos discutidos durante a I Jornada de Infectologia Pediátrica, que reuniu em Salvador cerca de 230 congressistas, entre médicos e estudantes. Mais uma vez, foi abordada a importância da prevenção e controle de doenças como o sarampo, rubéola, meningite e varicela (catapora). Destaque especial foi dado à tuberculose, ainda com prevalência na Bahia.

Diante das dificuldades de se diagnosticar a tuberculose em crianças, durante a jornada foi apresentado o novo critério de pontuação do diagnóstico desenvolvido pelo Ministério da Saúde. A nova metodologia foi apresentada pela pneumologista e professora Luciana Sobral. “A tuberculose ainda é uma doença preocupante”, atesta a coordenadora da jornada, dra. Leda Lúcia Ferreira.

Além de referências baianas, a atividade contou com a participação de especialistas de outros estados do Brasil, como o presidente do Departamento de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eitan Berezin.

Para os organizadores, o evento realizado em novembro pela Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape) no Hotel Pestana, teve um resultado extremamente positivo, uma vez que promoveu a atualização de profissionais da área de infectologia da capital e interior, dando oportunidade aos profissionais que atuam em áreas mais carentes.

O aumento das infecções fúngicas nas crianças, especialmente nos recém-nascidos prematuros, foi outro ponto de destaque durante os debates. “A partir de um maior intervencionismo por parte dos tratamentos, com o uso de ventilações mecânicas e cateter central, por exemplo, verifica-se também o aumento destas infecções”, explica a médica Leda Ferreira, que preside o Departamento de Infectologia da Sobape.

O uso indiscriminado de antimicrobianos é outro fator que contribui para uma maior resistência dos agentes causadores do problema.

“O controle da infecção hospitalar é um tema que está sempre em questão, assim como a atualização no quadro de vacinas contra HPV, pneumonia, meningite e varicela (2ª dose)”, completa, lembrando que a jornada também abordou a atenção dada aos casos de HIV entre crianças.

A pediatra Leda Ferreira, que também é preceptora do Hospital Geral Roberto Santos e professora da Escola Baiana de Medicina, agradeceu o apoio dos patrocinadores e a presença dos professores palestrantes, prometendo a realização da segunda edição da jornada em futuro breve.

Ir para o topo